O Bahia venceu o Retrô por 3 a 2 na Casa de Apostas Arena Fonte Nova e saiu na frente nas oitavas de final da Copa do Brasil com dois gols de Luciano Rodríguez, mas o clima não é só de comemoração. O jogo desta quarta-feira teve mais uma falha de um goleiro tricolor e a sensação amarga de que a vantagem poderia ter sido maior. O jogo de volta acontece na próxima quarta, na Arena de Pernambuco.
Depois de nova falha de um arqueiro tricolor, desta vez Ronaldo, Ceni voltou a ser perguntado sobre a contratação de um reforço para a posição. O Bahia chegou a fazer proposta por Patrick Sequeira, costa-riquenho que defende o Casa Pia-POR, mas a negociação não se concretizou até então.
– Se fosse pela especulação, a gente já teria uns cinco goleiros aqui. O lance é uma infelicidade. E antes teve uma tomada de decisão errada, Gabriel poderia ter feito um passe melhor, depois o Ramos Mingo. Ronaldo poderia ter tido um pouco mais de calma, tentou um passe muito arriscado, deu azar. O gol desestabilizou o time um pouco naquele momento, perdemos ali dez minutos de concentração. Temos que continuar trabalhando, vamos tentar fazer nosso melhor, eles tentam também. Ninguém trabalha para errar. Temos que apoiar os atletas que estão em campo – disse o goleiro.
Apesar do clima agridoce na Fonte Nova, que terminou com vaias para o Bahia, a noite também reservou um grande momento de Lucho Rodríguez. Um jogo depois de encerrar seca que já durava 23 jogos, o camisa 17 marcou um gol atrás do outro contra o Retrô e voltou a ser o artilheiro do Esquadrão na temporada, ao lado de Willian José, que também marcou.
– Os três gols que ele fez foram jogando na posição que ele vinha jogando – lembrou Ceni.
– O Lucho é mais na dele, mais introvertido, conversa mais com os outros estrangeiros. Mas ele não deixa de ser esforçar, uma das grandes valências dele é a pressão que faz na saída de bola do adversário, e assim fez o gol hoje. Mas é um jogador jovem, fora do país, tem muita coisa na cabeça. Em dois jogos ele fez mais gols do que nos últimos 20, e jogando na mesma função que jogava no ano passado.
O treinador justificou a escolha por entrar em campo com reservas e lamentou a lesão sofrida por Erick Pulga, que foi para o jogo no segundo tempo e não terminou a partida.
– Acho que o Pulga é um bom exemplo, quem sabe teríamos dois ou três lesionados. Para esse jogo [os titulares] até aguentariam, mas vai jogar lá em Recife depois das quatro da tarde para ver se compete de igual para igual. Essas coisas são científicas, o Pulga é um exemplo. A gente vinha bem no jogo, infelizemente tomamos um gol bobo. Voltamos, fizemos 3 a 1, ficamos sem Pulga e sofremos gol na bola parada. Vencemos e vamos buscar a classificação fora de casa.
– Eu vou precisar viver o sábado primeiro [jogo contra o Sport]. Temos todo o ataque pendurado no Brasileiro, então tenho que viver o sábado e ver o que vai acontecer para o outro jogo do fim de semana. Teve o Pulga, espero que não seja nada grave, mas é pouco provável ter ele contra o Sport. As opções vão encurtando. Está começando a ficar no limite, mas vamos tentando buscar soluções para o que vai acontecendo. Vamos buscar uma solução para o lugar do Pulga contra o Sport e possivelmente para outras rodadas.
Rogério Ceni tem novo compromisso com o Bahia neste sábado, quando o Tricolor encara o Sport, na Ilha do Retiro, às 16h (horário de Brasília). O jogo é válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Globoesporte

















