Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

A vitória do Bahia sobre o Internacional por 1 a 0 encostou ainda mais o time no G-4, fez do Tricolor o melhor mandante do Campeonato Brasileiro e estabeleceu o melhor primeiro turno da história do clube nos pontos corridos. Em entrevista coletiva depois do jogo, o treinador Rogério Ceni comentou o valor das conquistas, mas também ponderou o início desconcentrado do time na partida.

– Importante, necessário para nossa caminhada. Os primeiros minutos foram ruins, nos atrapalhamos um pouco. Tentamos fazer algumas movimentações imaginando os três zagueiros do Inter, e à medida que o jogo progrediu, melhoramos. Além do pênalti, tivemos outras oportunidades já no primeiro tempo. Depois, quando teve a expulsão, já estávamos cansados e não conseguimos fazer a pressão que deveríamos. Não foi um jogo espetacular, mas conseguimos boas chances com Ademir, tivemos oportunidades e saímos vencedores.

Autor do gol decisivo, Willian José converteu pênalti depois de três tentativas e se isolou ainda mais na artilharia tricolor na temporada. Ceni elogiou o poder de decisão do centroavante, mas voltou a chamar a atenção sobre sua questão física.

– O ataque talvez seja a posição que temos menos jogadores. Zagueiros hoje a gente tinha dois no banco, Rezende que pode fazer a posição. O ataque é o setor mais sensível. Willian fez o papel de nove no primeiro tempo, depois baixou mais, como fez contra o Flamengo. Ele dá muita sustentação, acrescenta na parte técnica. Cabe a ele se cuidar, se manter no peso, entrar cada vez mais em forma. É um jogador extremamente útil, nos últimos jogos teve participações decisivas.

Nicolás Acevedo, titular mais uma vez, voltou a ter uma boa atuação. O volante foi elogiado por Ceni, que destacou sua evolução e comentou que “formaria o cinco perfeito” se se juntasse a Caio Alexandre em um só jogador.

– Ele trabalha quase todos os dias, agradeço ter pessoas comigo que me ajudam, e aí eu posso me dedicar mais à parte tática do jogo. O Acevedo trabalha bastante, fica no final do treino fazendo esses movimentos de receber e girar. Ele não é o Caio Alexandre, mas o Caio Alexandre também não é o Nico. Se pudessem se juntar, formariam o cinco perfeito, com parte técnica e valência física. Acho que o Nico mudou muito desde 2023, antes era só um volante de roubar bolas. Acho que até a presença do Caio ajudou ele a evoluir.

Mais um volante destacado por Ceni na coletiva foi Erick, que voltou a atuar depois mais de cinco meses. Acostumado a atuar como segundo homem de meio de campo, o treinador comentou que ele tem treinado como camisa cinco e que o plano era utilizá-lo no Ba-Vi, mas o departamento médico orientou cautela.

– Muito importante. Vem treinando bem, tentei levar ele para o jogo contra o Vitória, mas o pessoal do departamento médico não deixou. No último jogo queria 15 minutos para ele, mas não consegui colocar ele em campo. Hoje deu certo, Nico recebeu um amarelo e estava bem cansado. Erick tem treinado de primeiro volante, não é a melhor posição dele, ele rende melhor de oito, mas tem nos ajudado. Que ele possa ter mais minutos a cada jogo.

Rogério Ceni já tem novo compromisso com o Bahia neste sábado, quando o Tricolor visita o São Paulo, no Morumbis, às 21h30 (horário de Brasília), pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Globoesporte