Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

O Bahia continua em situação difícil quando entra em campo fora de casa, uma vez que perdeu para o Atlético-MG, por 3 a 0, em jogo válido pela 32ª rodada do Brasileirão. A partida da noite desta quarta-feira foi disputada na Arena MRV, em Belo Horizonte.

Em entrevista coletiva após a partida, Rogério Ceni criticou o árbitro de vídeo Rafael Traci, que havia chamado o juiz Davi de Oliveira Lacerda para analisar falta cometida por Kanu em Bernard. Após revisão da jogada, o zagueiro foi expulso, e o Bahia sofreu três gols. “O lado que vai vencer o jogo é o lado que o VAR resolve interferir no futebol brasileiro”.

– Poderia fazer uma análise técnica do jogo, mas o jogo começa em Inter x Atlético-MG, quando o Hulk vai expulso. Hoje, o jogo foi ditado nesse ritmo. Rafael Traci, que fica escondido, teve a coragem de chamar o lance para expulsão de Kanu, mas não chamou para o lance do Michel [Araujo], que teve o meião rasgado. O que vai ser feito com esse senhor? O VAR não teve a coragem de dar nem um amarelo – reclamou Ceni.

– Não é que o árbitro é ruim, mas o senhor Rafael Traci no VAR, o que acontece com ele? Como ele vai explicar aquele lance que é expulsão clara. Sabe o que vai acontecer? Nada. Esse é o futebol brasileiro. O lance do Michel Araujo é mais propício para vermelho ou o do Kanu? O senhor Rafael Traci teve a coragem de chamar para o lance do Kanu, ele é muito corajoso aqui no campo do Atlético – detonou Ceni.

Recentemente, Rogério Ceni havia defendido a arbitragem brasileira, mas sem deixar de tecer críticas à atual realidade no país. Após a expulsão, o Bahia não manteve o mesmo nível de competitividade e terminou derrotado. Antes disso, Rogério Ceni elogiou a postura de seus comandados.

– Temos que analisar o jogo antes da expulsão, no 11 contra 11. Tivemos um bom volume de jogo, uma postura boa. O Atlético começou a dominar a partir da metade do primeiro tempo, mas tivemos boa postura. A gente se defendia bem até a expulsão. E aí, depois disso, a gente tentou duas linhas de quatro, mas com jogadores cansados, menos de 72 horas para descansar. Ali o jogo já estava definido. O cartão saiu em uma perda de bola boba nossa no meio de campo. Rafael Traci teve coragem ali de atuar. No lance do Michel ele não fez nada. Mas é isso, o Atlético é um time forte, que foi bem superior no 11 x 10 – reconheceu o técnico.

Rogério Ceni continua em viagem com o Bahia. Neste sábado, o Tricolor encara o Internacional, no Beira-Rio, às 18h30 (horário de Brasília), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Globoesporte