O Bahia foi atropelado pelo Mirassol, em São Paulo, pela 22ª rodada do Brasileirão, neste domingo (31). Derrotado por 5 a 1, o Esquadrão, que foi com o time titular para a partida, nem chegou a competir, levando três gols nos primeiros 29 minutos da etapa inicial. O primeiro deles, inclusive, anotado antes dos dois minutos de jogo após cobrança de escanteio e cochilo da defesa do tricolor.
No restante da partida, mesmo se tratando de um duelo direto por vaga na Libertadores, o Bahia atuou em uma rotação baixa e sonolenta. Por outro lado, como é característico, o Mirassol entrou marcando pressão, brigando por cada bola e vencendo, praticamente, todos os duelos travados dentro de campo. Não à toa, foi premiado com cinco gols anotados por João Vitor, Chico da Costa, Lucas Ramon, Alesson e Cristian.
Já no fim do segundo tempo, Nestor descontou para o Bahia. Apesar da chegada da data Fifa e da pausa do Brasileirão, o tricolor não vai ter descanso após a pancada. O Esquadrão volta a campo às 21h30 da próxima quarta-feira (6), em Aracaju, pelo primeiro jogo da final da Copa do Nordeste contra o Confiança.
O JOGO
Diferente do que era previsto, Rogério Ceni não optou por colocar um time misto em campo. Na realidade, o treinador foi com o que tinha de melhor à disposição. O time titular, no entanto, não foi capaz de evitar que o Mirassol abrisse o placar antes dos dois minutos depois de um escanteio cobrado por Reinaldo e desviado na primeira trave pelo zagueiro João Vitor, que entrou livre na pequena área para vencer o goleiro Ronaldo.
Mesmo após abrir o placar, o Mirassol seguiu sustentando a posse e dominando as ações de ataque na partida diante de um Bahia em baixa rotação. Nos primeiros 15 minutos de partida, quando tentava propor o jogo, o Esquadrão sofria para sair jogando enquanto os donos da casa, como é de praxe, pressionavam o portador da bola e subiam a marcação em bloco, sufocando o time baiano no seu campo de defesa.
Como se o placar e as circunstâncias da partidas já não fossem difíceis, aos 15 minutos, Erick Pulga, que desfalcou o Bahia por cerca de um mês e voltou contra o Fluminense, sentiu novamente uma lesão muscular e foi substituído por Kayky. Mesmo que 10 titulares ainda estivessem em campo, a postura do Bahia não mudou. Seguiu assistindo o Mirassol jogar e sem conseguir lidar com a marcação alta dos mandantes.
Aos 21 minutos, mais um castigo. Depois de boa jogada pelo lado direito, Chico da Costa recebeu um cruzamento e subiu sozinho dentro da área para ampliar o placar. Ainda assim, os dois gols não foram suficientes para acordar o Bahia, que seguiu apático e sem qualquer senso de urgência. O Mirassol, por outro lado, não pisou no freio. Seguiu pressionando e dando um baile no Esquadrão, sendo vertical e superando o time visitante em, praticamente, todos os duelos.
Não à toa, o que já estava ruim ficou pior aos 29 minutos da primeira etapa. Em nova jogada rápida, como um trator, o Mirassol chegou na grande área e Alesson finalizou bem no canto para defesa de Ronaldo, que espalmou para o lado. No rebote, no entanto, Lucas Ramon chegou como uma bala e bateu forte para anotar o terceiro do time paulista e fazer jus a 30 minutos avassaladores dos mandantes.
Na sequência, o jogo não mudou e o Mirassol pareceu estar mais perto do quarto. A situação fez Ceni sacar, aos 38 minutos, Cauly e Acevedo para as entradas de Tiago e Rezende. As mudanças, porém, não foram capazes de mudar o cenário do jogo. Muito acima fisicamente, o Mirassol ganhou praticamente, todas as divididas da primeira etapa. Superioridade que acabou em gritos de olé no fim dos 45 minutos.
Na volta intervalo, para alívio dos tricolores, o Mirassol baixou as linhas de marcação e passou a esperar o Bahia em seu campo de defesa. Munido da posse, no entanto, o Bahia seguiu mostrando pouca criatividade e foi incapaz de incomodar os adversários. Diferente do Mirassol que, aos 13 minutos, chegou ao quarto gol com Alesson, aplicando lei do ex após a bola sobrar para ele em disputa entre o ataque do Mirassol e a defesa do Bahia dentro da área.
E o time paulista não parou por aí. Aos 29 minutos, Carlos Eduardo foi lançado em velocidade e serviu Cristian que, dentro da área, só teve o trabalho de empurrar para dentro do gol. Depois do gol, assim como no primeiro tempo, a torcida seguiu gritando olé embalada pelo belo futebol dos mandantes que diminuíram a pressão e não ampliaram mais o placar. Aos 42 minutos, depois de bola enfiada por Jean Lucas, Rodrigo Nestor, que entrou no segundo tempo, bateu forte da entrada da área para descontar e dar números finais ao placar elástico em São Paulo. Correio da Bahia

















