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A defesa do ex-ministro Anderson Torres afirmou na quarta-feira (3) que o político desistiu de apresentar novos recursos contra a condenação no inquérito da trama golpista.

No último dia 25, Torres e outros réus do inquérito do golpe começaram a cumprir as penas de prisão determinadas pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Torres está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF – prédio no Complexo Penitenciário da Papuda conhecido como “Papudinha”.

Ainda de acordo com os advogados, Anderson Torres “já manifestou sua disposição em colaborar com as atividades administrativas do prédio”.

“Do mesmo modo, utilizará esse período para atividades de aprimoramento pessoal e profissional”, diz a nota assinada pelo advogado Eumar Novacki.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, assinou nesta quarta-feira (3) portarias que desconstituem o vínculo de Alexandre Ramagem e Anderson Torres com a Polícia Federal. O efeito prático das portarias é a demissão de ambos.

As portarias serão publicadas no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (4).

As medidas atendem a determinações do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Ramagem e Torres por tentativa de golpe e ordenou a perda dos cargos dos dois na PF. G1