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O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) contestou a declaração do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), que descartou a possibilidade de uma intervenção da Polícia Federal na Bahia para conter a escalada de violência no estado. Em entrevista ao bahia.ba, Alden rebateu a afirmação do ministro, e reforçou a necessidade da medida.

“A intervenção é necessária. Mas eu acredito que somente a intervenção da Polícia Federal, que é pontual e momentânea no sentido de pacificara criminalidade, ela não é o suficiente para fazer o enfrentamento necessário no combate ao crime organizado. Considerando que nos últimos 16 anos na Bahia, as facções criminosas encontraram guarida por parte da falta de gestão e de uma falta de política de segurança pública do governo do Estado”, diz o deputado.

Ainda segundo o deputado, nos últimos dez anos, cinco das principais facções criminosas do Brasil estão na Bahia. “É um dos poucos estados que você consegue em uma única localidade ter cinco facções criminosas com potencial ofensivo e com ramificações, inclusive, internacionais”. Capitão Alden também contestou a afirmação de Dino de que as organizações criminosas se fortaleceram na Bahia nos últimos anos, tendo aumentado, inclusive, o acesso a armas.

“Uma situação interessante que foi dita por Flávio Dino é que ele atribuiu a responsabilidade desse aumento da violência pela política armamentista do governo anterior, de Jair Messias Bolsonaro. Mas vale salientar que hoje, proporcionalmente, a Bahia é um dos estados que menos possuem armas de fogo em todo território nacional por habitante. Da mesma forma que a política de impostos que é praticada pelo governo do Estado faz com que a aquisição de armas na Bahia seja praticamente inviável, temos o maior imposto do Brasil que é aplicado à compra de armas.” Bahia.Ba