Foto: Antonio Augusto/MPF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o acesso ao conteúdo Considerando a necessidade de preservação do sigilo em relação ao conteúdo relacionado a Daniel Vorcaro que está armazenado na sala cofre da CPMI do INSS.

“Determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na Sala-cofre da CPMI do NSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, escreveu o ministro. André Mendonça determinou que medida seja tomada com extrema urgência. O ministro é o relator das investigações do caso Master no STF.

“A Polícia Federal deverá, em colaboração interinstitucional com a Presidência da CPMI do INSS, retirar todos os equipamentos que estão armazenados no referido local para realizar uma nova e detida separação dos dados existentes, de maneira que eventual conteúdo que diga respeito exclusivamente à vida privada do citado investigado não seja compartilhado com a referida Comissão Parlamentar”, complementou Mendonça.

Entre os conteúdos já identificados no aparelho de Vorcaro estavam mensagens trocadas com a ex-noiva do banqueiro, a modelo e influenciadora Martha Graeff. Os documentos incluíam conversas íntimas trocadas entre os dois. A defesa de Graeff divulgou nota afirmando que a modelo estava sendo vítima de “grave violência” e que estudava acionar a Justiça sobre o tema.

“Sra. Martha Graeff, através de seu advogado, informa que resta consternada em face da grave violência que vem sofrendo, considerando a exposição manifestamente ilegal e impressionantemente inútil de mensagens fragmentadas trocadas no sagrado ambiente restrito da intimidade de casal”, diz a nota assinada pelo advogado Lúcio de Constantino.

Ainda de acordo com a nota, Martha Graeff não mantém relacionamento com Daniel Vorcaro há meses e ressalta que “ela jamais esteve envolvida em qualquer tipo de ilicitude penal”. Na última quinta-feira, Graeff foi convocada pela comissão para ser ouvida pelos parlamentares. O requerimento foi aprovado em votação simbólica, e a data para a audiência não foi agendada. G1