Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, arquivou no sábado (21) a arguição de suspeição que questionava a atuação de Dias Toffoli como relator da investigação sobre as fraudes do Banco Master.

A arguição de suspeição havia sido autuada por Fachin a partir de um relatório entregue ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no último dia 9. Esse relatório apresentava menções a Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Essas menções estavam em mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá.

No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo fizeram uma reunião para discutir o relatório apresentado pela PF.

Após a reunião, eles divulgaram uma nota na qual afirmaram não ver motivos para Toffoli ser declarado suspeito. Ao mesmo tempo, informaram que o próprio Toffoli decidiu abrir mão da relatoria, em respeito aos “altos interesses institucionais” envolvidos no caso.

Segundo o texto divulgado naquela ocasião, os dez ministros do STF consideraram “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram “a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli” na condução do inquérito do Master.

Desse modo, o arquivamento da arguição de suspeição, feito por Fachin neste sábado, foi uma decorrência do que ficou decidido naquela reunião. G1