O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, divulgou um vídeo na terça-feira (2) em que atribuiu a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem novas tarifas contra o Brasil ao que classifica como “tom agressivo” de Lula contra os norte-americanos.
Na gravação, postada nas redes sociais, Flávio também reafirmou que, na conversa que teve com o presidente Donald Trump na semana passada, pediu ao americano que não aplicasse novas taxas às empresas brasileiras.
No vídeo, recheado de críticas ao presidente Lula, o senador do PL diz que enviou uma carta ao governo Trump, na qual solicita que as novas tarifas, propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, não sejam efetivadas.
“A realidade é que essa tarifa é do Lula. Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais”, afirmou Flávio.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também diz, na postagem, que “ninguém mais acredita no Lula”. “Ele faz uma reunião com Trump, faz os compromissos, e não os cumpre. Foi assim em relação a apertar o cerco contra o PCC e o CV”, emendou Flávio.
Na semana passada, o governo norte-americano anunciou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que foi comemorado por políticos de direita e criticado pelo Palácio do Planalto.
Em relação às críticas que Lula fez a ele e aos seus familiares durante discurso em Catalão (GO), Flávio disse que parece que o petista “está sob pressão”, mas que não vai se rebaixar “ao baixo nível” que atribui ao presidente da República.
“Eu sei que você está nervoso, porque sabe que seu governo tem prazo para acabar, agora, em dezembro de 2026. Você sabe que vai ser o fim do ciclo do PT, de destruição do Brasil”, conclui Flávio.
Mais cedo, ao participar de um evento de um Instituto Federal no estado de Goiás, Lula afirmou que os filhos de Jair Bolsonaro são piores do que o ex-presidente, classificou-os como “traidores da pátria” e associou as possíveis novas tarifas a provocações feitas por Flávio e Eduardo. G1

















