Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou no domingo (26), durante Congresso Nacional do partido, um manifesto com foco nas eleições de outubro, além de futuras diretrizes partidárias.

Em sua oitava edição, o evento, que ocorreu em Brasília desde a última sexta-feira (24) e terminou no domingo, reuniu representantes escolhidos pela legenda, que analisaram e debateram o documento.

O texto aprovado e disponibilizado no portal do partido, intitulado “Construindo o futuro”, estabelece a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 como o eixo central da tática política do PT para o próximo período.

Lula, contudo, não estava presente. Ele ainda se recupera de dois procedimentos médicos realizados em São Paulo e tem previsão de voltar para Brasília ainda neste domingo.

Segundo interlocutores do presidente, Lula leu todas as versões do manifesto, incluindo as primeiras, que tinham menção direta ao escândalo do Master e uma linha mais dura na crítica ao judiciário.

Balanço

O texto apresenta um balanço do atual mandato, classificando-o como o governo com “mais entregas da história”, em um esforço de reconstrução após o que o partido chamou de “projeto de destruição nacional” da gestão anterior.

O PT argumenta que a vitória em 2026 é “decisiva não apenas para o Brasil, mas para o campo democrático internacional frente ao avanço da extrema-direita e do fascismo”.

Para sustentar a tese da reeleição, o manifesto enumera indicadores positivos do governo Lula 3 como o crescimento da renda, combate à pobreza, expansão da educação em tempo integral e aumento no orçamento da saúde.

O documento cita ainda a capacidade do presidente em gerir crises, mencionando a atuação nas enchentes do Rio Grande do Sul e na contenção de preços diante de conflitos internacionais no Oriente Médio.

O manifesto defende que o Brasil deve “ir além” dos indicadores atuais para atualizar seu projeto de futuro.

O partido propõe sete reformas decisivas para consolidar o caminho do desenvolvimento. Veja quais são elas:

  1. Reforma política e eleitoral: focada na democratização do poder, soberania popular e alteração do modelo de emendas parlamentares;
  2. Reforma tributária: para corrigir distorções graves do sistema de impostos e financiar direitos;
  3. Reforma tecnológica: voltada para a soberania digital e regulamentação de oligopólios de plataformas;
  4. Reforma do Poder Judiciário: buscando democratização e fortalecimento do Estado de Direito;
  5. Reforma administrativa: para reconstruir a capacidade pública do Estado brasileiro;
  6. Reforma agrária: incluída para garantir a soberania alimentar e a democracia no campo;
  7. Reforma da comunicação: visando o cumprimento da Constituição no que tange à proibição de monopólios no setor. G1